quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Mulheres,ouçam!


Escrevi esse pequeno texto no Facebook,texto no Facebook,à 2 anos atrás. Eu ainda estava em processo de mudança e por isso,refletia inúmeras questões perante a Torah. Aqui eu ainda vejo alguns resquícios Cristãos. Era algo direcionado à crescente leva de mulheres que agem de forma anti-natural com relação a algo natural,que é ter filhos. Continua tão atual esse texto,principalmente quando vemos movimentos de reivindicação de laqueadura de trompas para mulheres jovens e que nunca tiveram filhos, a proibição de crianças em ambientes como restaurantes, a agora essa decisão do STF de liberar o aborto até os 3 meses de gestação. Ve ha Nahash!
Amigas,ponham a mão na consciência e analisem se vale a pena mesmo ceder à pressão de seguir carreira e abdicar à família. Essa história de deixar para ter filho só pra depois é um engodo.Você pode até conseguir obter bens materiais,mas a sua fertilidade não volta mais...Vale à pena ouvir os conselhos de pessoas contra os ensinamentos da torah que na sua aparência parecem estar tão cheias de boas intenções,afinal eles só "querem" que você renda como todo mundo? Esse é outro engodo,você não é todo mundo. Kadosh significa "separado". Não tem como você servir a dois mestres,ou você é de Elohim ou você é de Mamon,aquele que preside a prosperidade material. E pode ter certeza que a prosperidade material pode até ser boa por um curto período mas não traz felicidade,não traz a sensação de preenchimento que você tanto quer na sua vida. Reflita. Ah,por último,mas muito mais importante: Resista a esse mundo que lhe impulsiona a ter uma relação de tirania com os homens,resista ao impulso de querer sobrepujá-los. Enquanto for esta a relação que se tem com homens a vontade de literalmente emascula-los,a convivência sempre será ruim.A mulher tem que ser a coroa de seu marido e não a humilhação e a vergonha que trazem o apodrecimento de seus ossos. Cada um tem que saber o seu lugar. Irmãs,procurem refletir qual o lugar de vocês,se é no mundo como "todo mundo",querendo ser o que não é ou se é com Elohim. Não dá para abraçar o mundo com as pernas.

 Shalom,irmãs.



Filhos sempre serão bençãos,independente das nossas próprias convicções , pois se não lembram ,quando falam a frase de efeito , meu corpo , minhas regras , esquecem-se que aquele pequeno que cresce dentro de ti,não é você,é um outro ser ! Mesmo que não queiram ter filhos porque querem poupá-los desse mundo cruel,já pararam para pensar que se o mundo está MAL é porque deixam o MAL se propagar? Como modificar algo se há chance que outros nasçam,outros a que se possa ensinar os valores que se quer resgatar? Assim fica difícil,né?



Por hoje,é só.
Sigam-me,os bons! - Como dizia o Chapolim!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Iced Heart

Não sou muito chegada a baixar a minha guarda com relação a músicas. Mentes são facilmente manipuladas por músicas e as emoções que elas provocam.Pessoas mal intencionadas podem fazer te de gato e sapato... Mas Iced Heart,é uma das músicas que eu abro exceção,pois parte de mim,o desejo de expressar o que sinto. Faz parte de um projeto feito por fãs há muito tempo atrás, o Cygnus Project, uma grande empreitada, afinal iria animar a luta entre Hyoga e os Blue Warriors. Infelizmente, parece não foi adiante. A música conta por que o Cavaleiro de Cisne precisa reprimir seus sentimentos, a influência do falecimento de sua mãe, sua luta até mesmo contra aqueles que o rodeiam, o amigo e até mesmo contra o seu próprio mestre. Para ser forte precisa congelar no coração todo tipo de emoção, não se deixar dominar, principalmente pela falta da pessoa que te é muito querida... O último estágio da evolução de Hyoga como um Cavaleiro que domina o Gelo. Alcançar o Zero Absoluto Perfeito, exige isso.



 A atmosfera da música me faz enxergar um impasse entre a necessidade de se apegar aquilo que te traz felizes recordações, mas que ao mesmo tempo, é a razão do sofrimento, pois foi efêmera contra a urgência de se livrar de tudo isso, pois certamente impede de seguir adiante. Meu corpo físico pode não ter morrido, mas essa música me afeta, principalmente porque meu filho Marçal teve que crescer separado de mim, assim como Hyoga cresceu sem a sua mãe. Ambos mais ou menos na mesma faixa de idade, entre os 6,7 anos, ainda muito pequenos e apegados à sua mãe. Eu sei o quanto o meu filho sofreu, e ainda sofre por conta dessa distância entre nós. Sempre que ele me mandava um desenho, eu usava uma flor no cabelo, ele gostava muito de colocar flores no meu cabelo ( Zelf também gosta. Será que o Zefir também vai gostar?). É a nossa barreira de gelo, nosso abismo. Toda vez que eu parecia não suportar esse jugo, eu ouvia essa música, como forma de aplacar o meu coração, a minha morte em vida para o até então, único menininho da minha vida! E como eu sofri... Foi mergulhada nessas recordações que eu resolvi mais uma vez, apertar o play de deixar minhas lágrimas rolarem, mas e aí, o que aconteceu? Sumiu a música! De todos os lugares da internet! Como pode? O Cygnus Project acabou, mas descobri que agora a música tem outra versão, estendida, no trabalho paralelo "Myths And Constellations", SideQuest. A anterior eu considerava mais "pesada", mas essa versão ficou tão emocionante quanto! Agora deram voz à mãe, e mais uma vez, minhas lágrimas surgiram, profusamente. 



Segue o link,do site da banda: sidequestband.bandcamp.com

E que mães e filhos fiquem livres deste terror que é estarem distantes uns dos outros, principalmente, em vida! Beijocas!

domingo, 27 de novembro de 2016

Mãe de três!

Muita coisa mudou em minha vida. Nesses últimos tempos eu havia perdido o ânimo em escrever no meu blog. Eu também passei a crer e a estudar a Torah,então,naturalmente,tive que me descontaminar progressivamente de tudo aquilo que eu tinha sido até então. Dá para perceber que mudei até mesmo,o nome do blog,em busca de assumir uma nova postura e me desvincular do que eu cultivava,algo que hoje,entra em conflito com a minha fé e o meu entendimento. Nesse meio tempo também,finalmente após sucessivas perdas,consegui engravidar e dar à luz a um pequeno,mais um menino! Ele completou 1 aninho neste mês de novembro,sou muito orgulhosa desse verdadeiro milagre na minha vida! Não tenho palavras para descrever o que eu sinto ao ver os dois irmãos,rindo,brincando,comendo e dormindo juntos. Tão parecidos! Só faltava a convivência do meu mais velho,que de certa forma,tenho que me conformar que é inviável por uma série de motivos e principalmente pela incompatibilidade de "sistemas" familiares,lembrando que ele mora com os meus pais. Então,hoje,aos 33 anos,sou uma mulher realizada em parte. Tenho três filhos homens: Marçal,que vai fazer 15 anos em março,Zelf que completou 7 anos neste mês de novembro e Zefir,de 1 aninho.Sou muito feliz por ter alcançado esta família,o Criador sabe o quanto eu sou grata por isso,filhos são uma benção! O meu desejo é continuar honrando o meu marido com mais filhos,eu o amo e amo saber que podemos ter filhos.


Meu útero não é seco,muito pelo contrário,basta a semente ali se depositar que imediatamente,brota. O problema é a falta de sintonia entre nós. Crise dos 7 anos? Queria poder dizer em um futuro próximo: "Nós superamos a crise,estamos melhores do que jamais fomos um dia,Amém!" Quem sabe o Criador não concede essa minha kavanah? Sou mulher de parir homens. Obviamente,eu quero que eles sejam bons homens,obedientes à Torah,e que sejam homens que sejam capazes de amar às suas esposas de forma equilibrada,sem cair num dos extremos,ou com veneração ( idolatria com cunho sexual) ou com alienação ( distanciamento,gaslighting,mecanização,etc). Óbvio que desejo essa dádiva de meus filhos,porém quero que se casem com mulheres que tenham a mesma visão perante a Torah.É difícil,sabe-se lá por qual motivo,eu engravidar de uma menina. Estudos dizem que meninas vem em épocas em que a mulher está estressada,então é quase impossível eu ter uma filha,pois sempre que me estresso,se estiver grávida,eu perco. Porém, eu penso, e se eu tivesse uma filha? Eu a instruiria perante a Torah,exercitaria finalmente o meu feminino voltado para os mandamentos do Criador. E principalmente,não desejo para essa minha filha hipotética,que passe por certas situações. Desejo que ela seja uma ótima esposa para o seu marido,que lhe dê bastante filhos,que possam ter uma bela vida,uma bela família. Certo que esse homem terá que ser um homem como eu desejo que os meus filhos sejam! E o padrão que uso como referência,é o casal Rivka e Itzak ( Rebeca e Isac). Pode parecer mais do mesmo,não me importo. Mas é esse modelo harmonioso de casal que eu quero para a minha descendência. Não se pode acusar romanos pela monogamia desses casal,eles simplesmente tem sintonia,e esta sintonia é a Torah. Ambos se fazem bem,mutuamente. O próprio nome deles,diz muito. Itzak significa,"Ele ri" e Rivka significa "Laço". Além de demonstrar algo fisico,que tenha ocorrido,entendedores entenderão,os nomes dizem muito sobre suas personalidades. Itzak com certeza tinha muitas qualidades,e a principal era a empatia,afinal,sua esposa chegou a ter dificuldades para engravidar,ele poderia muito bem ter arrumado mais esposas,mas por empatia,e por lembrar-se talvez do que ocorreu com sua mãe,Sarah,ele preferiu ter apenas a sua esposa. Rivka com sua extrema obediência e devoção,conseguia prendê-lo de tal forma que não haviam brechas para que outras decisões pudessem ser tomadas,mesmo quando ela poderia ser naturalmente desfavorecida. E essa monogamia deles em nada os impediu de serem patriarca e matriarca de uma numerosa descendência. E era até aqui que eu queria chegar. Sou abençoada por ser mãe de três. Mas a minha kavanah tem o alcance maior. Quero ser matriarca de uma descendência que não possa ser contada,quero ser mãe de milhares! Por hoje é isso,prometo aparecer mais por aqui! Beijocas!